<p>A Organização Mundial de Saúde (<span class="caps">OMS</span>) instituiu <span style="text-decoration: underline;"><span class="numbers">28</span> de julho</span> como <strong>Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais</strong>, a partir de iniciativa e propostas brasileiras, em maio de <span class="numbers">2012</span>. Desde então, o Ministério da Saúde do Brasil cumpre uma séries de metas e ações de prevenção e controle para o combate à doença através de seu Departamento de <span class="caps">DST</span>, <span class="caps">AIDS</span> e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde.</p>
<p><a href="https://farmaceuticodigital.com/wp-content/uploads/2013/01/hepatite-virus.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2785" src="https://farmaceuticodigital.com/wp-content/uploads/2013/01/hepatite-virus.jpg" alt="hepatite-virus" width="493" height="335" /></a></p>
<h5><i class="fa fa-check-square-o" aria-hidden="true"></i> Neste artigo vamos abordar informações teóricas sobre as hepatites como:</h5>
<ol>
<li>O que são as hepatites virais?</li>
<li>Como saber se a pessoa tem hepatites virais?</li>
<li>Como as hepatites virais sã transmitidas?</li>
<li>Sinais e sintomas das hepatites virais</li>
<li>Como se proteger das hepatites A e E?</li>
<li>Como se proteger das hepatites B, C e D?</li>
<li>Imunização</li>
<li>Tratamento</li>
</ol>
<h5><i class="fa fa-check-square-o" aria-hidden="true"></i> Se você quiser saber mais sobre este assunto.<i class="fa fa-hand-o-right" aria-hidden="true"></i> Veja o artigo anterior a este, que contém a indicação de 3 cursos EAD sobre as Hepatites Virais.</h5>
<h3>1 O que são as hepatites virais?</h3>
<p>As hepatites virais são doenças silenciosas que <strong>provocam inflamação do fígado</strong> e nem sempre apresentam sintomas. No Brasil, são causadas mais comumente pelos vírus A, B, C ou D. Existe ainda o vírus E, com predominância na África e na Ásia. Representam um problema de saúde pública de grande importância, pois é significativo o número de pessoas atingidas e não identificadas. Quando não diagnosticadas, as hepatites virais podem acarretar complicações das formas agudas e crônicas, muitas vezes levando à cirrose ou ao câncer de fígado.</p>
<hr />
<h3>2 Como saber se a pessoa tem hepatites virais?</h3>
<p>As hepatites B, C e D só podem ser diagnosticadas por meio de exames de sangue específicos para essas hepatites virais.<br />
Para a hepatite A, além do diagnóstico por exame laboratorial, pode-se confirmar o caso pela história da pessoa, investigando se esta entrou em contato com alguém que teve a doença, o que caracteriza vínculo epidemiológico.</p>
<hr />
<h3>3 Como as hepatites virais são transmitidas?</h3>
<h4><i class="fa fa-arrow-circle-o-right" aria-hidden="true"></i> Hepatite A</h4>
<p>É uma doença viral aguda de transmissão fecal-oral, ou seja, pode ser transmitida por contato entre indivíduos, pela água ou por alimentos contaminados, por mãos mal lavadas ou sujas de fezes e por objetos que estejam contaminados pelo vírus.<br />
Geralmente, a infecção é benigna em crianças e mais grave em adultos, mas podem ocorrer formas fulminantes da doença, levando o indivíduo a óbito.</p>
<p style="text-align: center; color: red;"><strong>ATENÇÃO!!!</strong></p>
<div style="color: red; -moz-border-radius: 10px; -moz-box-shadow: 4px 4px 2px 0px rgba(50, 50, 50, 0.75); -webkit-border-radius: 10px; -webkit-box-shadow: 4px 4px 2px 0px rgba(50, 50, 50, 0.75); border-radius: 10px; border: 2px solid #ccc; box-shadow: 4px 4px 2px 0px rgba(50, 50, 50, 0.75); padding: 10px; margin: 10px 30px; text-align: center;">Pessoas que já tiveram hepatite A apresentam imunidade para a doença, mas não estão livres de contrair as outras hepatites virais.</div>
<hr />
<h4><i class="fa fa-arrow-circle-o-right" aria-hidden="true"></i> Hepatite B</h4>
<p>É uma doença sexualmente transmissível, mas também pode ocorrer por meio do compartilhamento de seringas e agulhas contaminadas, colocação de piercing, procedimentos de tatuagem e manicure/ pedicure com materiais não esterilizados, compartilhamento de utensílios e objetos de higiene contaminados com sangue (escovas de dente, lâminas de barbear ou de depilar), acupuntura, procedimentos médico-odontológicos, transfusão de sangue, hemoderivados e hemodiálise sem as adequadas normas de biossegurança. A transmissão vertical &#8211; de mãe para filho − do vírus da hepatite B pode ocorrer durante o parto, pela exposição do recém-nascido ao sangue.</p>
<p><a href="https://farmaceuticodigital.com/wp-content/uploads/2013/01/manicure-2061276_640.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2783" src="https://farmaceuticodigital.com/wp-content/uploads/2013/01/manicure-2061276_640-300x169.jpg" alt="manicure" width="300" height="169" /></a></p>
<p>Outros líquidos orgânicos, como sêmen e secreção vaginal, podem constituir-se fonte de infecção.</p>
<p>Ressalta-se que não há evidências de que o aleitamento materno aumente o risco de transmissão da hepatite B da mãe para o bebê. Por isso, a amamentação não está contraindicada em mães portadoras da doença, desde que seu filho receba a vacina e a imunoglobulina, preferencialmente, nas primeiras 12 horas de vida.</p>
<hr />
<h4><i class="fa fa-arrow-circle-o-right" aria-hidden="true"></i> Hepatite C</h4>
<p>A transmissão da hepatite C ocorre principalmente pelo sangue.</p>
<p>Indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados antes de 1993, quando ainda não era realizada a triagem sorológica, podem ter a doença. Nesse caso, recomenda-se que os indivíduos procurem as Unidades Básicas de Saúde para maiores esclarecimentos.</p>
<p>As outras formas de transmissão são semelhantes às da hepatite B; porém, a via sexual e a vertical são menos frequentes.</p>
<hr />
<h4><i class="fa fa-arrow-circle-o-right" aria-hidden="true"></i> Hepatite D</h4>
<p>Só terão hepatite D aquelas pessoas que já estão infectadas pelo vírus da hepatite B.</p>
<p>Sua transmissão é igual à das hepatites B e C.</p>
<p>No Brasil, essa doença é mais comum na Região Amazônica.</p>
<p style="text-align: center; color: red;"><strong>FIQUE LIGADO(A)!!!</strong></p>
<div style="color: red; -moz-border-radius: 10px; -moz-box-shadow: 4px 4px 2px 0px rgba(50, 50, 50, 0.75); -webkit-border-radius: 10px; -webkit-box-shadow: 4px 4px 2px 0px rgba(50, 50, 50, 0.75); border-radius: 10px; border: 2px solid #ccc; box-shadow: 4px 4px 2px 0px rgba(50, 50, 50, 0.75); padding: 10px; margin: 10px 30px; text-align: center;">A detecção precoce das hepatites B, C e D pode evitar a cirrose ou o câncer de fígado.</div>
<hr />
<h4><i class="fa fa-arrow-circle-o-right" aria-hidden="true"></i> Hepatite E</h4>
<p>Sua transmissão assemelha-se à da hepatite A. É fecal-oral, ocorrendo principalmente pela água e alimentos contaminados, por dejetos humanos e de animais. A sua disseminação está relacionada à infraestrutura de saneamento básico e a aspectos ligados às condições de higiene praticadas.</p>
<p>No Brasil, é uma doença rara, sendo comumente encontrada em países da Ásia e África.</p>
<hr />
<h3>4 Sinais e sintomas das hepatites virais</h3>
<p>As hepatites virais podem não apresentar sinais e sintomas; porém, quando estes aparecem, podem ser:</p>
<ul>
<li>Febre</li>
<li>Vômitos</li>
<li>Fraqueza</li>
<li>Mal-estar</li>
<li>Dor abdominal</li>
<li>Enjôo/náuseas</li>
<li>Perda de apetite</li>
<li>Urina escura (cor de coca-cola)</li>
<li>Icterícia (olhos e pele amarelados)</li>
<li>Fezes esbranquiçadas (como massa de vidraceiro)</li>
</ul>
<hr />
<h3>5 Como se proteger das hepatites A e E?</h3>
<p><i class="fa fa-arrow-right"></i> Lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de comer ou preparar alimentos;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Lavar bem, com água tratada, clorada ou fervida, os alimentos que são consumidos crus;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos e frutos do mar;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Orientar creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas para a adoção de medidas rigorosas de higiene, tal como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios, para não comprometer o lençol d’água que alimenta o poço. Deve-se respeitar, por medidas de segurança, a distância mínima de 15 metros entre o poço e a fossa do tipo seca e de 45 metros, para os demais focos de contaminação, como chiqueiros, estábulos, valões de esgoto, galerias de infiltração e outros;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto a céu aberto;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Caso haja algum doente com hepatite A em casa, utilizar hipoclorito de sódio ou água sanitária ao lavar o banheiro.</p>
<hr />
<h3>6 Como se proteger das hepatites B, C e D?</h3>
<p><i class="fa fa-arrow-right"></i> Vacinar-se contra a hepatite B (3 doses);<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Usar sempre camisinha nas relações sexuais;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Exigir material esterilizado ou descartável nos consultórios médicos, odontológicos, acupuntura;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Exigir material esterilizado ou descartável nas barbearias e nos salões de manicure/ pedicure. O ideal é que cada pessoa tenha o seu kit de manicure/pedicure, composto de: tesourinha, alicate, cortador de unha, lixa de unha, lixa de pé, empurrador/ espátula, escovinha e toalha;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Exigir material esterilizado ou descartável nos locais de realização de tatuagens e colocação de piercings;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Não compartilhar escovas de dente, lâminas de barbear ou de depilar;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Não compartilhar equipamentos para uso de drogas (agulhas, seringas, cachimbos ou canudos);<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Não compartilhar agulhas ou seringas, em outras situações;<br />
<i class="fa fa-arrow-right"></i> Buscar atendimento médico se apresentar qualquer sinal ou sintoma da doença ou em caso de exposição a alguma situação de transmissão das hepatites virais.</p>
<hr />
<h3>7 Imunização</h3>
<p><i class="fa fa-exclamation-circle" aria-hidden="true"></i> Existem vacinas para a prevenção das hepatites A e B.</p>
<p>O Ministério da Saúde oferece vacina contra a hepatite B na rotina das salas de vacina e contra a hepatite A nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).</p>
<p><i class="fa fa-exclamation-circle" aria-hidden="true"></i> Não existe vacina contra a hepatite C, o que reforça a necessidade de um controle adequado da cadeia de transmissão no domicílio e na comunidade, bem como entre grupos vulneráveis, por meio de políticas de redução de danos.</p>
<hr />
<h3><i class="fa fa-check-square-o" aria-hidden="true"></i> Vacinação</h3>
<h4><i class="fa fa-arrow-circle-o-right" aria-hidden="true"></i> Vacina contra a hepatite A</h4>
<p>A vacina contra a hepatite A não faz parte do calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunização. O encaminhamento, quando indicado, deverá ser feito pelo médico. No entanto, essa vacina está disponível no CRIE nas seguintes situações:</p>
<ul>
<li>hepatopatias crônicas de qualquer etiologia;</li>
<li>portadores crônicos do HBV e HCV;</li>
<li>coagulopatias;</li>
<li>crianças menores de 13 anos com HIV/ aids;</li>
<li>adultos com HIV/aids que sejam portadores do HBV ou HCV;</li>
<li>doenças de depósito;</li>
<li>fibrose cística;</li>
<li>trissomias;</li>
<li>imunodepressão terapêutica ou por doença imunodepressora; • candidatos a transplante de órgão sólido, cadastrados em programas de transplantes;</li>
<li>transplantados de órgão sólido ou de medula óssea;</li>
<li>doadores de órgão sólido ou de medula óssea, cadastrados em programas de transplantes;</li>
<li>hemoglobinopatias.<a href="https://farmaceuticodigital.com/wp-content/uploads/2017/06/hepatiteB.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2800" src="https://farmaceuticodigital.com/wp-content/uploads/2017/06/hepatiteB.jpg" alt="hepatiteB" width="323" height="216" /></a></li>
</ul>
<hr />
<h4><i class="fa fa-arrow-circle-o-right" aria-hidden="true"></i> Vacina contra a hepatite B</h4>
<p>A vacina contra a hepatite B faz parte do calendário de vacinação da criança e do adolescente e está disponível para a população de menores de 20 anos de idade, na rotina das salas de vacina do SUS.</p>
<figure id="attachment_2779" aria-describedby="caption-attachment-2779" style="width: 549px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://farmaceuticodigital.com/wp-content/uploads/2013/01/vacina-hepatiteb-recem-nascido.png"><img class="wp-image-2779 size-full" title="Vacina Hepatite B Recem Nascido" src="https://farmaceuticodigital.com/wp-content/uploads/2013/01/vacina-hepatiteb-recem-nascido.png" alt="vacina-hepatiteb-recem-nascido" width="549" height="708" /></a><figcaption id="caption-attachment-2779" class="wp-caption-text">Imagem: Reprodução | Cartilha A B C D E das Hepatites Virais para Agentes Comunitários de Saúde-MS</figcaption></figure>
<p>A oferta dessa vacina estende-se também a outros grupos em situações de maior vulnerabilidade, independentemente da faixa etária, conforme descrito abaixo:</p>
<ul>
<li>vítimas de abuso sexual;</li>
<li>vítimas de acidentes com material biológico positivo ou fortemente suspeitas de infecção por VHB;</li>
<li>comunicantes sexuais de portadores de HBV;</li>
<li>profissionais de saúde;</li>
<li>hepatopatias crônicas e portadores de hepatite C;</li>
<li>doadores de sangue;</li>
<li>transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea;</li>
<li>doadores de órgãos sólidos ou de medula óssea;</li>
<li>potenciais receptores de múltiplas transfusões de sangue ou politransfundidos;</li>
<li>nefropatias crônicas/dialisados/síndrome nefrótica;</li>
<li>convívio domiciliar contínuo com pessoas portadoras de HBV;</li>
<li>asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas;</li>
<li>fibrose cística (mucoviscidose);</li>
<li>doença de depósito;</li>
<li>imunodeprimidos;</li>
<li>talassêmicos;</li>
<li>populações indígenas;</li>
<li>usuários de drogas injetáveis e inaláveis;</li>
<li>pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos); instituições de menores, forças armadas, etc;</li>
<li>carcereiros de delegacias e penitenciárias;</li>
<li>homens que fazem sexo com homens;</li>
<li>profissionais do sexo;</li>
<li>portadores de DST até 30 anos de idade;</li>
<li>hemofílicos;</li>
<li>população de assentamentos e acampamentos;coletadores de lixo hospitalar e domiciliar;</li>
<li>bombeiros, policiais militares, policiais civis e policiais rodoviários;</li>
<li>profissionais envolvidos em atividade de resgate.</li>
</ul>
<p>O esquema da vacina contra a hepatite B é realizado em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose (0, 1 e 6 meses).</p>
<hr />
<h3>8 Tratamento</h3>
<h4><i class="fa fa-arrow-circle-o-right" aria-hidden="true"></i> Hepatite Aguda</h4>
<p>Não existe tratamento específico para as formas agudas das hepatites virais. As causadas pelos vírus A e E podem evoluir para uma recuperação completa. Na maioria dos casos, a doença é autolimitada e de caráter benigno, sendo que a insuficiência hepática aguda grave ocorre em pelo menos 1% dos casos na hepatite A. A hepatite E pode apresentar formas graves, principalmente em gestantes.</p>
<p>O uso de medicações para vômitos e febre deve ser realizado quando pertinente, sendo sempre recomendado pelo médico. Entretanto, faz-se necessária a máxima atenção quanto às medicações utilizadas. Os medicamentos não devem ser administrados sem recomendação médica, para não agravar o dano no fígado.</p>
<p>O repouso é considerado medida adequada. Como norma geral, recomenda-se que seja orientado pelo médico, pois o tempo de repouso depende de exames que mostrem a melhoria do dano no fígado, liberando-se progressivamente o paciente para atividades físicas.</p>
<p>A dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular; porém, seu maior benefício é ser mais agradável para a pessoa que apresenta perda de apetite. De forma prática, recomenda-se que a dieta seja definida em conjunto com a própria pessoa, de acordo com a sua aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingestão de álcool, que deve ser suspensa por seis meses no mínimo e, preferencialmente, por um ano.</p>
<p>Nas hepatites agudas, o acompanhamento clínico é fundamental e os intervalos das consultas devem ser definidos pelo médico.</p>
<hr />
<h4><i class="fa fa-arrow-circle-o-right" aria-hidden="true"></i> Hepatite Crônica</h4>
<p>É importante que, na atenção básica, os profissionais estejam atentos para o diagnóstico, reduzindo, dessa forma, a chance de progressão de hepatite crônica para cirrose ou câncer de fígado.</p>
<p>O diagnóstico precoce, o adequado encaminhamento para a equipe de saúde de referência e a orientação para evitar a transmissão domiciliar e na comunidade contribuem para evitar as formas mais graves e a disseminação da doença.</p>
<p>A decisão para o tratamento depende de análise do estado geral do paciente e de exames específicos, definidos nos serviços de referência, com base em protocolos clínicos publicados em portarias. Os profissionais da atenção básica devem estar atentos para o acompanhamento dos pacientes que são portadores de hepatites B, C ou D no seu território, como forma de controlar a doença, impedir sua transmissão e evitar mortes.</p>
<p>Esta foi a primeira parte do artigo sobre as Hepatites Virais. A segunda parte terá materiais sobre as hepatites virais e a indicação de cursos EAD sobre as Hepatites do Ministério da Saúde do Brasil.</p>
<hr />
<h5>Raferências:</h5>
<ul>
<li>A B C D E das Hepatites Virais para Agentes Comunitários de Saúde. Acessado em 06/2017:<;http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/abcde_hepatites_virais_agentes_comun.pdf>;</li>
<li>http://www.aids.gov.br/hepatites-virais</li>
<li>http://www.webmd.com/hepatitis/ss/slideshow-hepatitis-overview</li>
</ul>

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