As emoções não são uma experiência simples, possuem significados diferentes para cada um.
Toda vez que você sente algo, seu corpo inicia uma mudança fisiológica, uma liberação química e uma resposta comportamental. Esse processo envolve vários processos trabalhando juntos, incluindo os principais órgãos, neurotransmissores e o sistema límbico.
As emoções são tipicamente medidas em respostas fisiológicas, como batimento cardíaco, sudorese, sangue correndo pelo rosto e liberação de adrenalina. Expressão também é uma parte importante das emoções. A expressão está associada a partes do sistema nervoso, como o córtex motor, o sistema límbico e o tronco cerebral. As partes do sistema nervoso que mais afetam as emoções são os lobos frontais e a amígdala. O córtex frontal é geralmente associado a sentimentos de felicidade e prazer. A amígdala é geralmente associada a sentimentos de raiva, medo e tristeza.
Onde dois neurônios se encontram, existe uma lacuna muito pequena entre eles (sinapse).
O impulso elétrico que viaja ao longo do axônio do neurônio deve se converter em um sinal químico para preencher essa lacuna. Substâncias químicas são liberadas nas sinapses e são chamados neurotransmissores.
Os neurotransmissores são chamados de mensageiros químicos e estão envolvidos em nossas diferentes respostas a situações.
Nossas emoções dependem de níveis flutuantes de neurotransmissores, que causam a ativação de diferentes partes do cérebro responsáveis por diferentes humores, ou ativam partes do cérebro que desencadeiam a estimulação do sistema nervoso autônomo.
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Liberado pelas glândulas supra-renais que ficam em cima dos rins. A adrenalina, também conhecida como Epinefrina, é um hormônio produzido em situações de alto estresse ou emocionantes. Estimula o aumento da frequência cardíaca, contrai os vasos sanguíneos e dilata as vias aéreas, para aumentar o fluxo sanguíneo para os músculos e o oxigênio para os pulmões. Isso leva a um aumento da força física e melhora o estado de alerta. EpiPens, que são usados para tratar reações alérgicas, funcionam injetando adrenalina.
É crucial em nossa resposta de sobrevivência de luta ou fuga.
A noradrenalina, também conhecida como Norepinefrina, é um neurotransmissor que afeta a atenção e as ações de resposta no cérebro.
Mantém o corpo em alerta e atenção durante o dia e durante o sono os seus níveis diminuem.
Além da adrenalina, também está envolvida na resposta de “luta ou fuga”. Seu efeito no corpo é contrair vasos sanguíneos para aumentar o fluxo sanguíneo. Utilizada na prática médica como potente agente reversor da hipotensão arterial (portanto é um hipertensor) em casos de hipotensão grave, como consequência de infecções disseminadas (sepsis).
A noradrenalina também relaciona-se com processos cognitivos de aprendizagem, criatividade e memória.
Os pacientes diagnosticados com TDAH costumam receber medicamentos prescritos para ajudar a aumentar os níveis de noradrenalina no cérebro.
A dopamina está associada a sentimentos de prazer e satisfação. Também está associado ao vício, movimento e motivação.
Os sentimentos de satisfação causados pela dopamina podem tornar-se desejados e, para satisfazer isso, a pessoa repetirá comportamentos que levam à liberação de dopamina. Esses comportamentos podem ser naturais, como na alimentação e no sexo, ou antinaturais, como na dependência de drogas.
Alterações dos níveis de dopamina no corpo pode desencadear diversas doenças, por exemplo, a doença de Parkinson e a esquizofrenia. Enquanto o Mal de Parkinson é resultante da falta desse neurotransmissor, a esquizofrenia é o contrário, ou seja, pode ser gerada pelo excesso de dopamina no corpo.
É um hormônio produzido pelo hipotálamo e armazenado na p90-hipófise posterior (Neurohipófise) tendo como função: promover as contrações musculares uterinas; reduzir o sangramento durante o parto; estimular a libertação do leite materno; desenvolver apego e empatia entre pessoas; produzir parte do prazer do orgasmo; e modular a sensibilidade ao medo (do desconhecido).
Também é usada como medicamento para facilitar o parto.
O ácido gama-aminobutírico (GABA) é o principal neurotransmissor inibitório do cérebro; seu papel é acalmar os nervos do sistema nervoso central. Altos níveis de GABA melhoram o foco mental e o relaxamento; enquanto níveis baixos podem causar ansiedade e também têm sido associados à epilepsia.
GABA também contribui para o controle motor e a visão.
Os medicamentos para tratar a epilepsia geralmente agem aumentando os níveis de GABA no cérebro.
Seu nome pode ser abreviado em ACh, é um neurotransmissor de caráter excitatório, que pode agir tanto em sinapses neuronais quanto em placas motoras, que enviam sinais para os músculos.
É o principal neurotransmissor envolvido no pensamento, aprendizado e memória.
No corpo, está envolvido na ativação da ação muscular. Os danos nas áreas do cérebro que produzem acetilcolina têm sido associados aos déficits de memória associados à doença de Alzheimer.
A acetilcolina também está associada à atenção e ao aprimoramento da percepção sensorial ao acordar.
O glutamato é o neurotransmissor excitatório mais comum no cérebro e está envolvido em funções cognitivas, como aprendizado e memória. Também regula o desenvolvimento cerebral e a criação de contatos nervosos.
Em grandes concentrações se torna tóxico para os neurônios, podendo matá-los; danos cerebrais ou derrames podem levar à criação de um excesso prejudicial, matando as células cerebrais.
O ânion carboxilato e os sais do ácido glutâmico são conhecidos como glutamatos.
As endorfinas são uma variedade de compostos, cuja seção biologicamente ativa é formada a partir de longas cadeias de múltiplos aminoácidos. Eles são liberadas no cérebro durante o exercício, a excitação, a dor e a atividade sexual, e produzem uma sensação de bem-estar ou até euforia. Pelo menos 20 tipos de endorfinas foram identificados em humanos. Certos alimentos, como chocolate e alimentos apimentados, também podem estimular a liberação de endorfinas.
A classe de endorfinas inclui três peptídeos opióides endógenos :
As endorfinas desempenham um papel importante na resposta do corpo à inibição da dor. Também foram analisadas por seu papel no prazer. Existem muitas pesquisas no estado eufórico que são produzidas após a liberação de endorfinas em casos como a alta do corredor, orgasmos e ingestão de alimentos apetitosos. As endorfinas também foram estudadas como uma maneira de ajudar no tratamento da ansiedade e depressão através do exercício.
O termo “endorfinas” atualmente é usado livremente em referência a todos os peptídeos endógenos com atividade semelhante a opióides, particularmente propriedades semelhantes a morfina. Assim, o termo “endorfinas” é atribuído a vários peptídeos com múltiplas funções, que vão da cessação da dor e analgesia à euforia e neurotransmissão.
A serotonina (5-hidroxitriptamina, ou 5-HT) está relacionada ao nosso bem-estar e felicidade, e nossos níveis são afetados pelo exercício e pela exposição à luz solar. Também ajuda a regular o equilíbrio do humor, o ciclo do sono e a digestão.
Ela regula o ciclo do sono, juntamente com a melatonina, e também regula os movimentos intestinais.
Baixos níveis de serotonina têm sido associados à depressão, ansiedade e alguns transtornos mentais. Os antidepressivos funcionam aumentando os níveis de serotonina. Os níveis de exercício e exposição a luz solar também podem ter efeitos positivos nos níveis de serotonina.
Pode ser considerada um neurotransmissor por sua ação cronobiológica, ou seja, temporizar ou sincronizar diferentes funções do organismo. Coordena a ritmicidade biológica → É um “tradutor neuroendócrino” do ciclo claro-escuro.
Mesmo não possuindo uma ação direta nas emoções como os neurotransmissores acima. Considero a regulação do sono uma importante ação que afeta diretamente nossas emoções.
O peptídeo substância P está presente em neurônios centrais (habênula, substância negra, gânglios basais, medula e hipotálamo) e apresenta-se em alta concentração nos gânglios sensoriais dos nervos espinais. Sua liberação é disparada por estímulos dolorosos intensos. Modula a resposta neural à dor e ao humor; modula náuseas e vômito pela ativação dos receptores NK1A localizados no tronco encefálico.
» Substâncias com funções não tão bem estabelecidas em neurotransmissão incluem histamina, vasopressina, peptídeo intestinal vasoativo, carnosina, bradicinina, colecistocinina, bombesina, somatostatina, fator liberador de corticotropina, neurotensina e, possivelmente, adenosina.
Costuma-se dizer que alguns distúrbios mentais, como depressão e ansiedade , são causados por um desequilíbrio químico no cérebro. Essa hipótese é chamada de hipótese do desequilíbrio químico ou teoria do desequilíbrio químico.
Porém, NÃO existe nenhuma comprovação de que a que depressão, ansiedade, TDAH e outros distúrbios mentais sejam causados por baixa produção de certos neurotransmissores. O que não descarta que esses distúrbios mentais sejam também causados pelo desequilíbrio químico.
Prefiro deixar essa discussão para os Psiquiatras e estudiosos sobre esse assunto.
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Ver comentários
Otimo conteudo!!!
Tudo bem explicado de modo simples e direto.
Estou querendo elaborar uma eletiva com o seguinte tema: " A quimica dos neutromissores". Você poderia me sugerir alguns materiais ou sites que me ajudasse nessa elaboração?
Parabéns! Que conteúdo excelente! Super ajudou!
Obrigada Juliana,
Fico feliz que tenha gostado!
Excelente, ótimo conteúdo!
Material fantastico. Parabens!!
Olá, João Americo!
Muito obrigado pelo seu feedback. Ficamos felizes que tenha gostado!
Obrigado pelo conteúdo apresentado, ótimo reforço relacionados aos neurotransmissores.
Olá, André!
Bom que gostou do conteúdo, muito obrigado pelo feedback!
Uma questão que me deixou em dúvida; a melatonina está como neurotransmissor, porém vcs colocam embaixo que é um hormônio…?
Olá Nélia,
A melatonina pode ser considerada um neurotransmissor por sua ação cronobiológica, ou seja, temporizar ou sincronizar diferentes funções do organismo. Coordena a ritmicidade biológica → É um “tradutor neuroendócrino” do ciclo claro-escuro.
Mesmo não possuindo uma ação direta nas emoções como os neurotransmissores citados no artigo. A regulação do sono é uma importante ação que afeta diretamente nossas emoções.
E os neurotransmissores da: Insatisfação, desprazer, tristeza, angústia, etc. não existe?
Obrigado!
Olá Ulisses,
Estas sensações são antagônicas às descritas e relacionadas aos neurotransmissores. Uma vez que, a presença de um neurotransmissor como a serotonina, por exemplo "aumenta" sua alegria, sua ausência causa a sensação de tristeza.
Gratidão. Amei tudo.
Muito boa a matéria exposta. Me ajudou bastante com as dúvidas que eu tinha sobre os neurotransmissores. Estou fazendo pós em neuropsicopedagogia e as informações coletas por mim, servirão bastante. Parabéns pela matéria. Muito clara.
O que me deixou confuso e pareceu um pouco contraditório foi a parte de que não existe nenhuma comprovação de que a depressão, ansiedade, TDAH e outros distúrbios mentais sejam causados por baixa produção de certos neurotransmissores.
Tipo, os antidepressivos agem exatamente em cima dos neurotransmissores com o objetivo de melhora do paciente, se fosse apenas uma teoria, qual seria o sentido desses medicamentos?
Olá, Alexsandro!
Sua dúvida é pertinente e ajuda a enriquecer nosso conteúdo, obrigado por compartilhar sua dúvida.
As causas que levam a esses distúrbios podem ser químicas, caso haja baixa produção de neurotransmissores ou simplesmente psíquicas. Como sabemos, não há exame específico para "dosar" neurotransmissores, de modo que não é possível detectar a causa concreta de uma doença psiquiátrica. Esse é o motivo de não haver comprovação que a baixa produção de neurotransmissores provoque esses distúrbios.
Lembrando o mecanismo de ação de certos medicamentos, eles agem inibindo a recaptação de neurotransmissores na fenda sináptica permitindo um maior tempo de ação do neurotransmissor e como consequência, melhoras no humor e redução do estado de ansiedade ou depressão, por exemplo. Esses medicamentos não interferem na produção dos neurotransmissores, apenas aumentam seu tempo de ação.
Atenciosamente:
Equipe Farmacêutico Digital