Dicas de Saúde

Feridas e o Processo de Cicatrização

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<h2 class&equals;"icon cx-green" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">As Feridas e o Processo de Cicatrização<&sol;h2>&NewLine;<div class&equals;"icon cx-green" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Falar sobre feridas é um assunto complexo visto que&comma; para entender e tratar corretamente os diversos tipos de lesões&comma; exige uma série de conhecimentos sobre a pele&comma; fisiologia tegumentar&comma; processo de cicatrização&comma; comorbidades pré-existentes&comma; tipos de curativos e&comma; coberturas que podem ser utilizados&period;<&sol;div>&NewLine;<div class&equals;"icon cx-green" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Por isso&comma; apresentaremos nesse post assuntos pertinentes e relevantes para o entendimento dos tipos de feridas mais comuns vistas na prática clínica e o processo de cicatrização&period;<&sol;div>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h2><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;sun&period;eduzz&period;com&sol;719562&quest;utm&lowbar;source&equals;sitefd&amp&semi;utm&lowbar;medium&equals;banner-post&amp&semi;utm&lowbar;campaign&equals;guia-curativos" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener"><img class&equals;"aligncenter wp-image-8110 size-full" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;640x130-banner-curativos-1&period;png" alt&equals;"guia-prático" width&equals;"640" height&equals;"130" &sol;><&sol;a><&sol;h2>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h2>A Pele<&sol;h2>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">O tegumento ou pele é o maior órgão do corpo humano&comma; cobre toda a superfície corporal e pesa aproximadamente 15&percnt; da massa de um indivíduo&period; Possui cerca de 2&comma;2 m<sup>2<&sol;sup> de extensão e uma espessura que varia de aproximadamente 1&comma;25 a 3 mm&comma; dependendo da região anatômica&comma; função&comma; sexo e idade da pessoa&period;<&sol;p>&NewLine;<p>É composta por duas camadas que são a <strong>epiderme ou extrato córneo <&sol;strong>e a<strong> derme<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<h3>Epiderme ou Extrato Córneo<&sol;h3>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">➙ Constituída por epitélio estratificado pavimentoso queratinizado&comma; formado por células mortas&period; É a camada mais externa e superficial&comma; possui anexos como o folículo piloso&comma; as glândulas sudoríparas&comma; glândulas sebáceas e unhas&period; Apresenta músculos lisos para ereção dos pelos e terminações nervosas sensitivas associadas&period;<&sol;p>&NewLine;<h3>Derme<&sol;h3>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">➙ É a camada logo abaixo e sustenta a epiderme&period; É constituída por elementos fibrilares como colágeno e elastina e outros elementos de matriz extracelular como proteínas estruturais&comma; glicosaminoglicanos&comma; íons e água de solvatação&period; É a camada da pele que confere elasticidade e resistência à tração&period; Os melanócitos presentes nessa camada produzem a melanina que confere cor à pele e proteção contra a radiação solar&period;<&sol;p>&NewLine;<h3>Tela Subcutânea<&sol;h3>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">➙ A <strong>tela subcutânea<&sol;strong>&comma; antigamente denominada <strong>hipoderme<&sol;strong> é formada principalmente por tecido conjuntivo frouxo e gordura&comma; contém glândulas sudoríferas&comma; vasos sanguíneos superficiais&comma; vasos linfáticos e nervos cutâneos&period; As estruturas neurovasculares seguem na tela subcutânea&comma; distribuindo apenas seus ramos terminais para a pele&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">É responsável pela maior parte do reservatório de gordura do corpo&comma; assim sua espessura varia muito&comma; dependendo do estado nutricional da pessoa&period; É variável de indivíduo a indivíduo e de acordo com sua localização&period; Funciona como reservatório energético&comma; isolante térmico&comma; modelador da superfície corporal e protege contra choques mecânicos&period;<&sol;p>&NewLine;<figure id&equals;"attachment&lowbar;8047" aria-describedby&equals;"caption-attachment-8047" style&equals;"width&colon; 701px" class&equals;"wp-caption aligncenter"><img class&equals;"wp-image-8047 size-full" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;EstruturaPele&period;jpg" alt&equals;"Camadas-da-pele" width&equals;"701" height&equals;"563" &sol;><figcaption id&equals;"caption-attachment-8047" class&equals;"wp-caption-text">A pele e algumas de suas estruturas especializadas<br &sol;>Imagem &sol; Reprodução&colon; MOORE&comma; 2014&comma;p&period;54<&sol;figcaption><&sol;figure>&NewLine;<h3>Funções da Pele<&sol;h3>&NewLine;<ul>&NewLine;<li><strong>Proteção<&sol;strong>&colon; proteger o organismo de ameças externas como agentes químicos&comma; físicos&comma; microorganismos&comma; corpos estranhos e impede a desidratação por perda de água e eletrólitos&period;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Sensorial<&sol;strong>&colon; possui inúmeras terminações nervosas responsáveis por sensações táteis&comma; frio e calor&period; A sensibilidade possibilita a identificação de potenciais perigos e auxilia a evitar traumas&period;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Termorregulação<&sol;strong>&colon; a pele auxilia na conservação da temperatura corporal de acordo com a necessidade&period; O processo envolve a ação de nervos&comma; vasos sanguíneos e glândulas&period; Em situações de calor&comma; os vasos dilatam para direcionar o fluxo sanguíneo para a periferia corporal&comma; as glândulas sudoríparas secretam suor que ao evapor&comma; promove a perda de calor excessivo&period; Já em situações de frio&comma; os vasos se contraem para direcionar o fluxo sanguíneo para o interior do corpo enquanto a ereção dos pelos&comma; que provoca arrepios&comma; gera calor para aquecer o corpo&period;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Excreção<&sol;strong>&colon; a excreção do suor auxilia no equilíbrio eletrolítico corporal e hidratação enquanto a excreção de sebo auxilia na integridade e flexibilidade da pele&period;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Metabolismo<&sol;strong>&colon; a síntese de vitamina D na pele exposta ao sol é essencial ao metabolismo de cálcio e fósforo responsáveis pela na mineralização de ossos e dentes&period;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Absorção<&sol;strong>&colon; há várias substâncias como medicamentos e outras&comma; como pesticidas&comma; que são capazes de transpor a epiderme&comma; chegar à corrente sanguínea e causar efeitos sistêmicos&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h2>O Processo de Cicatrização<&sol;h2>&NewLine;<p class&equals;"western" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><mark>O processo de cicatrização é um conjunto de processos complexos e interdependentes cuja finalidade é restaurar os tecidos lesados<&sol;mark>&period; Ele segue uma sequência específica&comma; com três fases dependentes umas das outras e sobrepostas&comma; isto é&comma; sem definição precisa de quando termina uma fase e começa a outra&period;<&sol;p>&NewLine;<p class&equals;"western" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">A cicatrização envolve diversos eventos celulares e bioquímicos&period; O tempo desse processo é variável porque depende da extensão da ferida&comma; idade&comma; sexo&comma; condição de saúde do paciente&comma; presença de infecção local&comma; vascularização da região afetada&comma; nutrição adequada do paciente&comma; dentre outros fatores&period;<&sol;p>&NewLine;<p><img class&equals;"aligncenter size-full wp-image-8050" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;Cicatrizacao&period;png" alt&equals;"o-processo-de-cicatrizacao" width&equals;"482" height&equals;"183" &sol;><&sol;p>&NewLine;<h3>Fases do Processo de Cicatrização<&sol;h3>&NewLine;<h4 class&equals;"western">1&period; Inflamatória ou Exsudativa&colon;<&sol;h4>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">É uma reação local não específica que ocorre em resposta a danos teciduais que se inicia logo após ocorrer a lesão ou trauma e é caracterizada pela presença de rubor &lpar;coloração avermelhada&rpar;&comma; dor&comma; calor local e edema &lpar;inchaço da região lesada&rpar;&period; Pode durar aproximadamente 72 h e é caracterizada por aumento da permeabilidade capilar&comma; migração de leucócitos para o local da ferida e liberação de mediadores químicos&period; <b>Exsudação<&sol;b> é a perda de líquido&comma; com alto teor de proteínas séricas e leucócitos&comma; células de defesa do organismo&comma; pela ferida&period;<&sol;p>&NewLine;<h4 class&equals;"western">2&period; Proliferativa ou Granulação&colon;<&sol;h4>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Inicia-se durante a fase inflamatória e é caracterizada por intensa atividade celular local&period; Essa fase pode durar por um período de 1 a 14 dias&period; Ocorrem processos como neovascularização&comma; formação de novos vasos sanguíneos locais&comma; síntese de colágeno e epitelização&comma; formação de nova camada epitelial&period; Durante essa fase há diminuição da atividade inflamatória&comma; mas a ferida permanece vermelha e edemaciada &lpar;inchada&rpar;&period; É também chamada de fase fibroblástica&period;<&sol;p>&NewLine;<h4 class&equals;"western">3&period; Maturação ou Remodelamento ou Reparativa&colon;<&sol;h4>&NewLine;<p class&equals;"western" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Essa fase tem início por volta do 3º dia e pode durar até 6 meses&period; Ocorre diminuição da quantidade de fibroblastos&comma; reorganização das fibras de colágeno e diminuição do rubor tecidual&period; O tecido cicatricial previamente formado sofre remodelação&comma; e o alinhamento das fibras é reorganizado para aumentar a resistência do tecido e diminuir a espessura da cicatriz&comma; reduzindo a deformidade&period;<&sol;p>&NewLine;<figure id&equals;"attachment&lowbar;8051" aria-describedby&equals;"caption-attachment-8051" style&equals;"width&colon; 693px" class&equals;"wp-caption aligncenter"><img class&equals;"size-full wp-image-8051" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;Fases-Cicatrizacao&period;jpg" alt&equals;"fases-cicatrizacao" width&equals;"693" height&equals;"543" &sol;><figcaption id&equals;"caption-attachment-8051" class&equals;"wp-caption-text">Fases da cicatrização e deposição dos componentes da matriz cicatricial ao longo do tempo<br &sol;>Imagem &sol; Adaptado de Isaac et al&period;2010<&sol;figcaption><&sol;figure>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h2>Tipos de Cicatrização<&sol;h2>&NewLine;<h3 class&equals;"western">1&period; Cicatrização por primeira intenção ou imediata &lpar;União primária&rpar;<&sol;h3>&NewLine;<ul>&NewLine;<li class&equals;"western">Incisão limpa em que as bordas estão aproximadas&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Existe pouca perda de tecido&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Pouco ou nenhum exsudato<&sol;li>&NewLine;<li>O edema é mínimo&comma; não há infecção ou corpo estranho&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>O fechamento é relativamente rápido&comma; de início com fibrina e formação de colágeno&comma; prosseguindo à medida que ocorre impermeabilização da ferida&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>O fechamento total acontece em 48h&comma; impedindo a instalação de bactérias&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>O tecido de granulação não é visível&comma; e a mobilização da lesão é pequena&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>É o tipo de cicatrização cirúrgica&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<h3 class&equals;"western">2&period; Cicatrização por segunda intenção ou mediata &lpar;Contração e Epitelização&rpar;<&sol;h3>&NewLine;<ul>&NewLine;<li>É aquela que permanece aberta&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Onde existe uma perda significante de tecido e onde as fases de cicatrização são bastante marcadas&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Resposta inflamatória bastante evidente&comma; com necessidade maior de tecido de granulação&comma; com epitelização visível&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Há necessidade de um grande fortalecimento e um grande processo de contração&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>A cicatrização acontece tardiamente&comma; muitas vezes com infecção associada&comma; formação de tecido de granulação e posterior epitelização&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<h3 class&equals;"western">3&period; Cicatrização por terceira intenção<&sol;h3>&NewLine;<ul>&NewLine;<li>Ferida que fica aberta por um tempo determinado&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Ela ficará aberta só enquanto estiver com uma infecção real e depois ela irá se fechar&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h3>Fatores que Interferem no Processo de Cicatrização<&sol;h3>&NewLine;<p>Há vários fatores que podem interferir no processo de cicatrização e que&comma; por sua vez&comma; podem ser divididos em <strong>fatores sistêmicos<&sol;strong> e <strong>fatores locais<&sol;strong>&period;<&sol;p>&NewLine;<h4 class&equals;"western">Fatores Sistêmicos<&sol;h4>&NewLine;<ul>&NewLine;<li><strong>Estado nutricional<&sol;strong>&colon; deficiências nutricionais que afetem diretamente a síntese de colágeno podem dificultar o processo de cicatrização&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Perfusão e oxigenação dos tecidos<&sol;strong>&colon; doenças que alteram o fluxo sanguíneo normal podem afetar a distribuição dos nutrientes para as células&comma; assim como dos componentes do sistema imunológico&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Medicamentos e radioterapia<&sol;strong>&colon; corticosteroides&comma; quimioterápicos e radioterapia prejudicam a cicatrização de feridas porque diminuem a resposta imunológica adequada&comma; interferem na síntese proteica ou na divisão celular&comma; afetando diretamente a produção do colágeno&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Idade<&sol;strong>&colon; o envelhecimento reduz a elasticidade e a resistência dos tecidos&comma; o que dificulta a cicatrização das feridas&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Hiperatividade<&sol;strong>&colon; a hiperatividade dificulta a aproximação das bordas da ferida&comma; e o repouso favorece a cicatrização&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Doenças<&sol;strong>&colon; doenças crônicas&comma; doenças autoimunes&comma; anemia e transtornos hematológicos causam incompetência das veias e aumentam o risco de infecção&comma; o que contribui para diminuir a resistência do organismo aos agentes patológicos e dificultam a cicatrização&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<h4 class&equals;"western">Fatores Locais<&sol;h4>&NewLine;<ul>&NewLine;<li class&equals;"western"><strong>Localização da ferida<&sol;strong>&colon; áreas mais vascularizadas&comma; de menor mobilidade e tensão possibilitam cicatrização mais rápida do que regiões menos irrigadas ou de maior tensão e mobilidade &lpar;exemplos&comma; cotovelos&comma; nádegas&comma; joelhos&rpar;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Sangramento<&sol;strong>&colon; o acúmulo de sangue favorece a aglutinação de células mortas que necessitam de remoção&comma; além de ocasionar hematomas e isquemia&comma; produzindo dor e retardando o processo de cicatrização&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Edema e obstrução linfática<&sol;strong>&colon; dificultam a cicatrização porque diminuem o fluxo sanguíneo e o metabolismo tecidual&comma; facilitando o acúmulo de catabólitos e produzindo inflamação&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Infecção<&sol;strong>&colon; a colonização de uma ferida não deve ser confundida com infecção&period; Ocorre colonização quando a ferida se mantém livre de tecido necrótico e&sol;ou material estranho e é controlada pela ação de neutrófilos e macrófagos&period; A infecção é caracterizada pela alta concentração bacteriana&comma; comprometimento local do tecido &lpar;escara&comma; necrose ou corpo estranho&rpar; e comprometimento do estado geral do paciente&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Existência de corpo estranho<&sol;strong>&colon; implantes&comma; válvulas artificiais&comma; materiais de curativo ou outro corpo estranho qualquer&comma; tendem a retardar o processo de cicatrização&comma; por serem inertes&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h2>O que São Feridas<&sol;h2>&NewLine;<p class&equals;"western" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><mark>As feridas ocorrem quando há uma perda de continuidade ou da integridade da pele e&sol;ou do tecido celular subcutâneo que podem chegar inclusive a camadas mais profundas como músculos&comma; tendões e ossos&comma; dependendo da gravidade do ferimento&period;<&sol;mark><&sol;p>&NewLine;<p class&equals;"western" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Conforme a intensidade do trauma&comma; a ferida pode ser considerada superficial&comma; quando afeta apenas as estruturas da superfície&comma; ou grave&comma; quando envolve vasos sanguíneos mais calibrosos&comma; músculos&comma; nervos&comma; fáscias&comma; tendões&comma; ligamentos ou ossos&period;<&sol;p>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;sun&period;eduzz&period;com&sol;719562&quest;utm&lowbar;source&equals;sitefd&amp&semi;utm&lowbar;medium&equals;banner-post&amp&semi;utm&lowbar;campaign&equals;guia-curativos"><img class&equals;"aligncenter size-full wp-image-8113" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;640x130-banner-curativos-2&period;png" alt&equals;"guia-pratico" width&equals;"640" height&equals;"130" &sol;><&sol;a><&sol;p>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h3 class&equals;"western">Classificação das Feridas<&sol;h3>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Existem diversas classificações para os diferentes tipos de feridas que podem ser quanto ao tempo de existência&comma; agente causal&comma; presença de infecção ou grau de contaminação&comma; comprometimento tecidual e tipo de tecido&period;<&sol;p>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h4 class&equals;"western">1- Quanto à evolução ou tempo de existência<&sol;h4>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><strong>Feridas Agudas<&sol;strong>&colon; caracterizam-se por terem início repentino e curta duração&comma; além de grande possibilidade de responder rapidamente ao tratamento e apresentar cicatrização sem complicações&period; Uma ferida cirúrgica é considerada uma lesão aguda&semi;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><strong>Feridas Crônicas<&sol;strong>&colon; são definidas como <strong>úlceras<&sol;strong> e possuem cicatrização lenta&comma; de longa duração&comma; que apresentaram complicações no processo e sequência ordenada da reparação tecidual&comma; podendo ser recorrentes&comma; classificadas em&colon;<&sol;p>&NewLine;<ul>&NewLine;<li><strong>Úlceras Vasculares<&sol;strong> que podem ser ú<span style&equals;"font-size&colon; medium&semi;">lceras venosas&comma; ú<&sol;span><span style&equals;"font-size&colon; medium&semi;">lceras arteriais ou úl<&sol;span><span style&equals;"font-size&colon; medium&semi;">ceras mistas quando há a presença de lesões venosa e arterial associadas&semi;<&sol;span><&sol;li>&NewLine;<li><strong>Úlceras por Pressão &sol; Lesões por Pressão<&sol;strong>&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Úlceras Tropicais<&sol;strong>&colon; exemplo&comma; Leishmaniose tegumentar&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h4>2- Agente Causal<&sol;h4>&NewLine;<p><strong>Lesões Cirúrgicas<&sol;strong>&colon; produzidas por um instrumento cortante&comma; limpas&comma; com bordas ajustáveis e passíveis de reconstrução&semi;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Lesões Traumáticas<&sol;strong>&colon; provocadas acidentalmente por diversos agentes que por sua vez podem ser&colon;<&sol;p>&NewLine;<p>➙ <strong>Mecânicos<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<ul>&NewLine;<li><strong>Lacerantes<&sol;strong>&colon; lesões produzidas por tração ou rasgo tecidual que resulta em pequena abertura da pele&comma; possuem margens irregulares e com mais de um ângulo&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Perfurantes<&sol;strong>&colon; lesões produzidas por objetos que levam a pequenas aberturas na pele&comma; normalmente são mais profundidade que a abertura da lesão em si&semi;<&sol;li>&NewLine;<li><strong>Contusas<&sol;strong>&colon; produzidas por objeto rombo &lpar;objeto sem ponta&rpar; e caracterizadas por traumatismo das partes moles&comma; hemorragia e edema&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<p>➙ <strong>Químicas<&sol;strong><b> <&sol;b>&lpar;por iodo&comma; cosméticos&comma; ácido sulfúrico&comma; etc&period;&rpar;&semi;<&sol;p>&NewLine;<p>➙ <strong>Físicas<&sol;strong><b> <&sol;b>&lpar;frio&comma; calor&comma; radiação&rpar;&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><strong>Lesões Ulcerativas<&sol;strong>&colon; são lesões escavadas&comma; circunscritas na pele&comma; formadas pela morte e expulsão do tecido&comma; resultantes de traumatismo ou doenças relacionadas com o impedimento do suprimento sanguíneo&comma; que podem ser decorrentes de pressão&comma; alterações vasculares ou complicações do Diabetes Mellitus&period;<&sol;p>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h4 class&equals;"western">3- Presença de infecção ou grau de contaminação<&sol;h4>&NewLine;<p class&equals;"western"><strong>Limpa<&sol;strong>&colon; não apresentam sinais de infecção e ocorrem em condições assépticas e a probabilidade de infecção é baixa&semi;<&sol;p>&NewLine;<p class&equals;"western"><strong>Limpa Contaminada<&sol;strong>&colon; apresentam contaminação grosseira&comma; como em casos de acidente doméstico ou em situações cirúrgicas em que houve contato com o trato genital&comma; por exemplo&comma; porém a situação ainda é controlada&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Contaminada<&sol;strong>&colon; feridas acidentais com mais de 6 horas de trauma&comma; onde a ferida entrou em contato com fezes ou urina&comma; por exemplo&period; No ambiente cirúrgico&comma; uma ferida é considerada contaminada quando a técnica asséptica não foi devidamente respeitada&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Infectada &sol; Inflamada<&sol;strong>&colon; são aquelas que apresentam os sinais abaixo citados&colon;<&sol;p>&NewLine;<ul>&NewLine;<li>Aumento ou alteração da exsudação&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Tecido de granulação friável e brilhante &lpar;que sangra facilmente&rpar;&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Aumento do odor&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Aumento da dor&semi;<&sol;li>&NewLine;<li>Edema local&period;<&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h4 class&equals;"western">4- Quanto ao comprometimento tecidual<&sol;h4>&NewLine;<p class&equals;"western" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">A avaliação do tamanho de uma ferida pode fornecer valores que se alteram durante o processo de cicatrização&period; No estágio inicial&comma; à medida que se remove os tecidos desvitalizados&comma; a ferida parece aumentar de tamanho e profundidade&period; Isso ocorre por que a real extensão da ferida estava mascarada pelo tecido necrótico ou esfacelo&period;<&sol;p>&NewLine;<p class&equals;"western" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><strong>Feridas com perda parcial de tecido &lpar;superficiais&rpar;<&sol;strong>&colon; são aquelas que acometem a epiderme e uma parte da derme permanece&comma; ocorrendo o processo de regeneração&comma; com proliferação epitelial e migração&comma; sem ocorrer perda da função&semi;<&sol;p>&NewLine;<p class&equals;"western" style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><strong>Ferida com perda total de tecido &lpar;profundas&rpar;<&sol;strong>&colon; ocorre destruição completa da epiderme e derme&comma; podendo inclusive envolver as camadas mais profundas assim como o subcutâneo&comma; fáscia&comma; músculos e ossos&period;<&sol;p>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h4>5- Quanto ao tipo de tecido<&sol;h4>&NewLine;<p class&equals;"western">A lesão pode ser classificada em relação ao tipo de tecido presente como viável ou inviável&period;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Tecido Viável<&sol;strong>&colon; corresponde ao tecido de granulação ou epitelização&semi;<&sol;p>&NewLine;<p><strong>Tecido Inviável<&sol;strong>&colon; corresponde quanto à presença de fibrina ou necrose&period;<&sol;p>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h2>Lesões por Pressão&comma; um dos tipos mais comuns de Feridas<&sol;h2>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">As feridas resultantes de pressão&comma; conhecidas como <strong>Lesões por Pressão<&sol;strong>&comma; são lesões resultantes da pressão entre proeminências ósseas sobre partes moles em uma superfície dura&comma; o que leva à isquemia local e à falta de nutrientes&comma; acarretando necrose tecidual&comma; <strong>o que constitui importante problema de saúde pública&period;<&sol;strong><&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">A denominação desse tipo de lesão tem passado por mudanças ao longo do tempo&period; Inicialmente&comma; eram chamadas de úlceras de decúbito&comma; úlceras de acamado&comma; escaras&comma; escaras de decúbito&comma; úlceras de pressão e úlceras por pressão&period; Em abril de 2016&comma; o <strong>National Pressure Injury Advisory Panel &lpar;NPIAP&rpar;<&sol;strong> anunciou a mudança da terminologia <strong><u>úlcera por pressão<&sol;u><&sol;strong> para <strong><u>lesão por pressão<&sol;u><&sol;strong>&period; De acordo com os especialistas participantes do Consenso do NPIAP&comma; a adoção do termo lesão por pressão foi justificada por descrever de forma mais precisa esse tipo de lesão&comma; tanto na pele intacta quanto na ulcerada&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><strong>As lesões por pressão são um grave problema para pessoas que apresentem qualquer condição que limite sua capacidade de mudar de posição<&sol;strong> seja por fatores situacionais&comma; intrínsecos ou extrínsecos&period; Essa condição normalmente acomete pacientes acamados&comma; idosos e cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida&period; Qualquer pessoa que passe muito tempo em uma única posição&comma; sem alívio da pressão sobre a parte pressionada da superfície corpórea&comma; apresenta risco para desenvolver uma lesão por pressão<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">A natureza do tecido&comma; bem como suas estruturas de suporte&comma; isto é&comma; vasos sanguíneos&comma; fluido intersticial e colágeno&comma; irão determinar a tolerância do tecido à pressão que podem levar a um processo isquêmico local&period; Além do mais&comma; outros fatores como nutrição&comma; perfusão&comma; comorbidades e condição do tecido mole&comma; irão contribuir para a formação de lesão por pressão&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><mark>Alguns pacientes estão mais suscetíveis à ocorrência de lesões por pressão&comma; seja por apresentarem idade avançada&comma; baixo peso corporal&comma; obesidade e imunidade deficiente&comma; condições que incrementam esse risco<&sol;mark>&period; Idade avançada e baixa imunidade favorecem a fragilidade da pele&comma; o que a torna mais propensa a danos&period; No baixo peso corporal&comma; há déficit de tecidos como músculos e gordura&comma; que funcionam como amortecedores e ajudam a distribuir a pressão sob as proeminências ósseas e diminuem a pressão exercida sobre a pele&period; Em pacientes obesos há sobrecarga de pressão sobre estas proeminências&comma; o que acelera o dano tecidual&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Observa-se uma predominância das lesões por pressão na região posterior&comma; visto que&comma; a maioria dos pacientes permanece em posição supina ou decúbito dorsal &lpar;deitado de barriga para cima&rpar;&period; As áreas mais afetadas são normalmente as regiões isquiática&comma; sacroccígea e calcânea e&comma; também as regiões laterais como trocantérica e maléolos laterais&period; Vide figuras esquemáticas abaixo&period;<&sol;p>&NewLine;<div class&equals;"two-columns">&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;Pontos-de-Lesao-por-Pressao-1&period;png" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener"><img class&equals;"aligncenter wp-image-8062 size-full" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;Pontos-de-Lesao-por-Pressao-1&period;png" alt&equals;"pontos-lesao-por-pressao-1" width&equals;"546" height&equals;"711" &sol;><&sol;a><&sol;p>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;Pontos-de-Lesao-por-Pressao-2&period;png" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener"><img class&equals;"aligncenter wp-image-8063 size-full" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;Pontos-de-Lesao-por-Pressao-2&period;png" alt&equals;"pontos-lesao-por-pressao-2" width&equals;"550" height&equals;"711" &sol;><&sol;a><&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<div style&equals;"clear&colon; both&semi;"><&sol;div>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h2>Lesões por Pressão e a COVID-19<&sol;h2>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">A <mark>pandemia de COVID-19<&sol;mark>&comma; dentre tantos outros problemas ainda trouxe consigo mais um agravante&comma; <strong><mark>o aumento da ocorrência das lesões por pressão<&sol;mark><&sol;strong>&period; Entretanto&comma; observa-se uma mudança no padrão de lesões&comma; a predominância do padrão de lesão por pressão em pacientes com COVID-19&comma; passou da região posterior para a região anterior&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Isso se deve ao fato de que&comma; os pacientes com COVID-19&comma; são mantidos em<mark> posição prona ou decúbito ventral &lpar;de barriga para baixo ou de bruços&rpar;<&sol;mark>&comma; durante longos períodos de tempo&comma; o que favorece o aparecimento de lesões por pressão na região anterior do corpo&period; É comum surgirem lesões na testa&comma; nariz&comma; bochechas&comma; queixo&comma; clavículas&comma; ombros&comma; cotovelos&comma; peito&comma; tórax&comma; genitália&comma; ossos pélvicos anteriores&comma; joelhos&comma; parte dorsais dos pés e dedos&period; <mark>A orientação é que esses pacientes fiquem em posição pronada pelo menos por 4 horas por dia&comma; dividas em 2 sessões de 2 horas<&sol;mark>&period;<&sol;p>&NewLine;<p>A porção posterior dos pulmões é a parte mais eficaz para transferir oxigênio para a circulação sanguínea de uma pessoa&period; Quando o paciente está deitado de costas&comma; essa parte dos pulmões recebe muito sangue&comma; mas não recebe oxigênio suficiente&period; O posicionamento em decúbito ventral fornece melhor ventilação à parte posterior dos pulmões&period;<&sol;p>&NewLine;<figure id&equals;"attachment&lowbar;8123" aria-describedby&equals;"caption-attachment-8123" style&equals;"width&colon; 616px" class&equals;"wp-caption aligncenter"><img class&equals;"size-full wp-image-8123" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;image41&period;png" alt&equals;"posicao-pronada" width&equals;"616" height&equals;"201" &sol;><figcaption id&equals;"caption-attachment-8123" class&equals;"wp-caption-text">Paciente em posição pronada &vert; Imagem &sol; Reprodução&colon; Universidade Federal Fluminense<&sol;figcaption><&sol;figure>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;"><mark>As lesões por pressão em pacientes com COVID-19 desenvolvem-se da mesma maneira que em pacientes com mobilidade reduzida&comma; porém de forma mais rápida e agressiva<&sol;mark>&period; Essas lesões apresentam como característica atingir grandes extensões e em planos mais profundos&period; As causas podem ser atribuídas ao processo inflamatório disseminado pelo vírus&comma; que afeta vasos sanguíneos e provoca vasculite e&comma; em conjunto com os danos pulmonares&comma; compromete o suprimento de oxigênio para os tecidos&period; Some-se a isso a pressão exercida sobre as proeminências ósseas&comma; o dano tecidual ocorre de maneira acelerada&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">E as consequências da pandemia não param por aí&comma; <mark>também os profissionais que cuidam dos doentes por COVID-19 têm apresentado lesões de pele<&sol;mark> devido ao uso intensivo de equipamentos de proteção individual &lpar;EPI&&num;8217&semi;s&rpar;&comma; durante longas horas de trabalho sem remoção dos equipamentos&period; O motivo é o uso constante de EPI&&num;8217&semi;s como máscaras N-95 e óculos de proteção&comma; necessários para os profissionais que prestam assistência direta aos pacientes com COVID-19 ou mesmo casos suspeitos&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Há estudos que relatam o uso de EPI&&num;8217&semi;s por 8 horas ininterruptas ou mais&comma; em que o profissional não retira o equipamento por medo de contaminação&period; Os profissionais mantêm o equipamento até o fim de seus plantões pois&comma; <mark>o momento da desparamentação&comma; tem sido o momento mais crítico e com maior risco para o profissional<&sol;mark>&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">Ainda não há estudos suficientes sobre o tema com medidas que orientem e protejam o profissional a fim de evitar o desenvolvimento de lesões devido ao uso de EPI&&num;8217&semi;s no entanto&comma; são recomendadas medidas com base nos protocolos voltados para os pacientes em uso de ventilação não invasiva&comma; baseados nas forças mecânicas que causam lesões por pressão&comma; pressão e cisalhamento&period;<&sol;p>&NewLine;<p style&equals;"text-align&colon; justify&semi;">As principais recomendações descritas para <mark>evitar lesões por pressão decorrentes do uso de EPI&&num;8217&semi;s&comma; são os cuidados com a pele<&sol;mark>&comma; como hidratação&comma; aplicação de produtos protetores que permitam a vedação do equipamento de proteção individual e diminuam a intensidade da  pressão&period;<&sol;p>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<div class&equals;"icon atention">&NewLine;<p>Gostou do assunto ou quer saber mais detalhes&quest;<&sol;p>&NewLine;<p>Saiba que isso é apenas uma pequena amostra do que você vai encontrar em nosso eBook👇<&sol;p>&NewLine;<h2>Guia Prático de CURATIVOS &amp&semi; COBERTURAS&excl;<&sol;h2>&NewLine;<p>Clique na imagem abaixo&colon;👇<&sol;p>&NewLine;<&sol;div>&NewLine;<p><a href&equals;"https&colon;&sol;&sol;sun&period;eduzz&period;com&sol;719562&quest;utm&lowbar;source&equals;sitefd&amp&semi;utm&lowbar;medium&equals;banner-post&amp&semi;utm&lowbar;campaign&equals;guia-curativos" target&equals;"&lowbar;blank" rel&equals;"noopener"><img class&equals;"aligncenter wp-image-8108 size-full" src&equals;"https&colon;&sol;&sol;farmaceuticodigital&period;com&sol;wp-content&sol;uploads&sol;2021&sol;02&sol;640x130-banner-curativos&period;png" alt&equals;"guia-prático" width&equals;"640" height&equals;"130" &sol;><&sol;a><&sol;p>&NewLine;<hr &sol;>&NewLine;<h5>Referências&colon;<&sol;h5>&NewLine;<ul>&NewLine;<li><span style&equals;"font-size&colon; 12px&semi;">SILVA&comma; Cassilei de Carvalho&semi; CARVALHO&comma; Áurea Ribeiro&period; <strong>Guia Prático de CURATIVOS &amp&semi; COBERTURAS<&sol;strong>&period; Contagem&colon; Própria&comma; 2021&period; 122 p&period;<&sol;span><&sol;li>&NewLine;<li><span style&equals;"font-size&colon; 12px&semi;">UFF&comma; Universidade Federal Fluminense&period; <strong>Posicionar Paciente &lpar;lateral e prona a cada 2h&rpar; e covid 19<&sol;strong>&period; Disponível em&colon; http&colon;&sol;&sol;nepae&period;uff&period;br&sol;2020&sol;05&sol;01&sol;10014761-posicionar-paciente-lateral-e-prona-a-cada-2h-e-covid-19&sol;&period; Acesso em&colon; 27 fev&period; 2021&period;<&sol;span><&sol;li>&NewLine;<li><span style&equals;"font-size&colon; 12px&semi;">VITACARE&period; <strong>Lesão por pressão em pacientes com Covid-19&colon; quais protocolos seguir e quais cuidados a equipe de saúde deve tomar<&sol;strong>&period; Disponível em&colon; https&colon;&sol;&sol;www&period;vitacare&period;com&period;br&sol;blog&sol;lesao-por-pressao-em-pacientes-com-covid-19-quais-protocolos-seguir-e-quais-cuidados-a-equipe-de-saude-deve-tomar&period; Acesso em&colon; 27 fev&period; 2021&period;<&sol;span><&sol;li>&NewLine;<li><span style&equals;"font-size&colon; 12px&semi;">ATUAL&comma; Revista Enfermagem&period; <strong>COVID –19&colon; MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO OCASIONADAS POR EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL EM PROFISSIONAIS DA SAÚDE<&sol;strong>&period; Disponível em&colon; https&colon;&sol;&sol;revistaenfermagematual&period;com&period;br&sol;index&period;php&sol;revista&sol;article&sol;view&sol;768&sol;684&period; Acesso em&colon; 27 fev&period; 2021&period;<&sol;span><&sol;li>&NewLine;<&sol;ul>&NewLine;

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